Comunitários do FCT se reúnem em reunião de planejamento em Paraty


Realizada entre os dias 18 a 20 de abril, o planejamento geral das ações do Fórum mobilizou lideranças de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba na sede do OTSS

Cerca de 30 lideranças comunitárias caiçaras, indígenas e quilombolas do Fórum de Comunidades Tradicionais participaram da reunião ampliada de planejamento, que aconteceu durante os dias 18, 19 e 20 de abril. O encontro mobilizou comunidades dos três municípios e alguns parceiros que participam do movimento de luta pela garantia aos territórios tradicionais.

“O planejamento reforça e reafirma a grande atenção dada pelo FCT nas bandeiras de luta por um território mais justo”, pontua Vaguinho, liderança da comunidade caiçara de São Gonçalo (Paraty-RJ). A importância dessa organização também é salientada por Robson Dias Possidônio, caiçara da Associação de Barqueiros de Trindade (ABAT): “Acredito que quando estamos bem organizados estamos mais forte e sabemos como nos defender e contra atacar nas horas necessárias. Para que isso aconteça temos que saber o que queremos e o planeamento é a melhor estratégia”.

A reunião que durou três dias proporcionou o alinhamento das ações que o Fórum deve realizar durante 2018 e também promoveu a partilha de ideias, saberes e a construção coletiva de propostas dentro das diversas demandas levantadas pelos comunitários.“Pudemos definir as estratégias e assim criar um entrosamento melhor entre as lideranças que representam o FCT e sua comunidade em diversos espaços de tomadas de decisões que afetam nosso modo de viver”, completa Vaguinho.

Foram colocados em pauta a educação diferenciada, o turismo de base comunitária (TBC), a formação política para base e lideranças, o fortalecimento do núcleo jovem e a agroecologia. Além disso, a reunião abordou inclusive a missão do FCT para os próximos anos e o fortalecimento do movimento nos municípios de Angra dos Reis e Ubatuba.

Parcerias na construção da luta cotidiana Segundo Vaguinho de São Gonçalo, as parcerias e redes construídas pelos movimentos sociais junto aos parceiros, universidades, institutos, associações de moradores, sindicatos, e também com o poder público comprometido faz com que seja possível o protagonismo dos povos e comunidades tradicionais dentro das diversas áreas de atuação que envolvem essa luta.

“Estarmos reunidos, pensando conjuntamente em estratégias que contribuam com o fortalecimento e organização das comunidades tradicionais, reforça a importância de estarmos juntos, pois assim verdadeiramente somos mais fortes”, diz Ana Carolina Barbosa, caiçara e articuladora do FCT em Ubatuba.

“Devido a conjuntura política atual em que nos encontramos se faz cada vez mais necessária a articulação e organização das comunidades e ainda mais necessário a articulação em redes e envolvimento e parcerias com outros movimentos visando fortalecer a luta em defesa do território tradicional”, finaliza a caiçara.

Texto: Comunicação Popular FCT - Vanessa Cancian

Fotos: Celular - Grupo WhatsApp Editoração Eletrônica: Comunicação Popular FCT - Eduardo Napoli

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