Rede Nhandereko participa do Encontro Nacional de Agroecologia


Comunitários do FCT participam de partilha sobre as experiências de turismo de base comunitária (TBC) no ENA

Realizado em Belo Horizonte, entre os dias 31 de maio a 3 de junho, o IV Encontro Nacional de Agroecologia, teve em sua programação a roda de conversa “Agroecologia e turismo comunitário: Partilhando experiências e discutindo princípios comuns”, iniciativa promovida pela Casa dos Saberes, Rede Tucum e a Rede Nhandereko, foi uma das atividades autogestionadas realizadas no evento. Lideranças do Fórum de Comunidades Tradicionais estiveram presentes e construíram de maneira coletiva essa partilha de experiências sobre o TBC que é praticado na região.

“Tivemos a honra de representar a Rede Nhandereko de TBC no IV Encontro Nacional de Agroecologia, em Belo Horizonte. Acompanhados do Jongo do Campinho da Independência, que abriu a roda de conversa nos presenteando com suas manifestações Culturais”, destaca Vaguinho de São Gonçalo, um dos coordenadores da Rede Nhandereko. Com pessoas de várias regiões e estados do Brasil, agricultoras/es familiares e de assentamentos, redes e coletivos de agroecologia e povos e comunidades tradicionais estiveram juntos para ouvir, conhecer e intercambiar saberes sobre uma nova lógica de turismo.

Para abrir o espaço com a força da ancestralidade quilombola, Laura Maria do Quilombo Campinho, cantou e contou sobre sobre o jongo, manifestação cultural afro-brasileira, que representa também a resistência e a força da matriz negra. A conversa teve início com a partilha das experiências da Rede Tucum do litoral do Ceará e em seguida a Casa dos Saberes apresentou o trabalho com o agroturismo na região serrana do Rio de Janeiro.

A Rede Nhandereko também esteve representada por Cadinha Martins, do Quilombo do Campinho que marcou presença compartilhando as experiências da comunidade. “Eu fiz um resumo do nosso roteiro, contei sobre a nossa forma de conduzir sempre com a presença inicial de uma ou um griô que fundamenta a história da comunidade”, conta Cadinha. Ela relata: “foi muito rico estar fora do nosso território falando da nossa experiência para pessoas e outras comunidades”.

TBC e agroecologia tem tudo a ver

O turismo que promove a resistência e a luta pela terra e pela garantia dos direitos dos povos e comunidades tradicionais fortalece a prática da agroecologia em cada um dos lugares em que é praticado. “O TBC é uma possibilidade de resistência no território, faz com que a comunidade possa se olhar”, conta Vaguinho sobre a importância de estar num espaço como o Encontro Nacional de Agroecologia falando do turismo praticado pelas comunidades da região da Costa Verde no Rio de janeiro.

“Nossa iniciativa reúne diversas comunidades, empreendimentos coletivos, individuais e familiares e consolida de maneira intensa no território um turismo, protagonizado pelos comunitários da região, como uma ferramenta de luta em defesa de seus direitos e que se contrapõe às privatizações. Gera renda, autonomia, autoestima, promove agroecologia, valoriza os griôs e mestres, insere os jovens no mercado de trabalho e na maioria das vezes é protagonizado pelas mulheres das comunidades”, completa.

Segundo ele, fazer turismo de base comunitária é um caminho encontrado pelo FCT para superar as pressões impostas pelo Estado e pelos especuladores. “Cada região tem o seu modo, tempo de constituição, seu jeito de fazer TBC. Pra gente o TBC agrega uma linha conceitual, assim como a agroecologia, se trata do nosso movimento nos espaços de luta por representatividade e por alimento saudável”, finaliza.

Texto: Comunicação Popular FCT - Vanessa Cancian

Fotos: Grupo de whatsapp Editoração Eletrônica: Comunicação Popular FCT - Vanessa Cancian

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